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Amar como fomos amados

“Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros!” (Jo 13.35)

Um dos exercícios mentais que faço é imaginar outras maneiras de se completar um texto bíblico. Não porque quero mudá-lo, mas para me “livrar” de outras opções que soam mais “tentadoras”. Sinto-me tentado a reescrever o texto acima assim: “Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês tiverem a teologia correta”. A lista de opções é infinita:  “se vocês resolverem todos os problemas da sociedade”; “se vocês tiverem grande conhecimento e sabedoria”; “se vocês tiverem o poder para curar toda enfermidade”; “se vocês forem generosos” ; “se suas orações forem totalmente atendidas”; “se vocês demonstrarem ter intimidade com Deus”; “se vocês cantarem os louvores certos”; “se os dons forem abundantes entre vocês”; “se as estratégias de evangelismo forem boas”; “se o serviço social for constante“; “se vocês possuírem um bom programa de treinamento”

Porém, se pensarmos um pouco, veremos que não haveria outra maneira de se completar a frase. Se Deus é amor, e somos seus filhos, e corpo de Cristo, do que nós somos feitos? Quando Deus nos deu o poder de sermos feitos seus filhos, passamos a compartilhar a mesma natureza de Deus: somos amor. Assim, fica fácil. Deus nos amou e nos atraiu com benignidade (Jr 31.3). Fomos constrangidos por seu amor (2Co 5.14). Passamos a amar segundo quem nos amou primeiro (1Jo 4.19).

Às vezes, pensamos em fazer discípulos como quem vende títulos de um clube, e não como quem conta a um irmão que ama que, embora ele ainda não saiba, ele tem um Pai e, tendo um Pai, tem uma família e, tendo uma família, precisa aprender como a família funciona e pensa.

Queremos fazer discípulos? Que tal começar amando como fomos amados?

Gustavo Coutinho, Botucatu, SP

O que é, para mim, fazer discípulos?

Penso que teorizar sobre “fazer discípulos” é uma coisa, e fazer discípulos é outra!

A teoria, sozinha, não cumpre o propósito. É preciso o companheirismo da prática; e, assim, quem sabe, haja discipulado. Entendemos que tudo começa e termina pessoalmente. Necessário se faz que haja um link entre eu e o outro numa interação contínua, e isto no meio de nossos afazeres diários.

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