O que é, para mim, fazer discípulos?

Penso que teorizar sobre “fazer discípulos” é uma coisa, e fazer discípulos é outra!

A teoria, sozinha, não cumpre o propósito. É preciso o companheirismo da prática; e, assim, quem sabe, haja discipulado. Entendemos que tudo começa e termina pessoalmente. Necessário se faz que haja um link entre eu e o outro numa interação contínua, e isto no meio de nossos afazeres diários.

Cada dia é aprendizado (Mt 4.19). Primeiro, eu preciso aprender de Deus, o incognoscível, imensurável, imutável, incomparável Deus, que se revelou em Jesus Cristo. Poderia eu ensinar sobre alguém, sem antes conhecê-lo? Então, um exercício é refletir diariamente sobre este Deus em Jesus Cristo, neste amor que entregou a própria vida por mim. E quanto ao Espírito Santo? Ele é o Deus presente como nosso consolador (Jo 14.16), alguém que está conosco e que precisamos aprender a ouvir cada dia.

Dia a dia aprendendo, devemos fazer discípulos. O centro é quem iremos discipular, uma pessoa, alguém que tem coração e cérebro. Então, uma das atitudes básicas no discipulado é também aprender a ouvir este ser humano em suas emoções e pensamentos; pois, segundo John Stott, um renomado expositor da Bíblia, “o nosso apelo evangelístico nunca deveria pressupor que as pessoas vão interromper, e muito menos anular, o seu raciocínio” e, então, abrir mão de suas antigas crenças facilmente. Ouvir o que sentem e entendem é uma estratégia para saber o que há nos corações e, assim, a probabilidade de alcançar pessoas com uma mensagem efetiva do evangelho pode acontecer. E isso tudo leva tempo.

Enfim, discorrer com uma pessoa um “catecismo” formal sobre quem é Jesus, o que é ser salvo, etc. é uma coisa, e implantar nela o chip  “sou discípulo\a” é outra.

 

Presbª. Ruthe M. de Oliveira, São Paulo, SP

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